Poções mágicas, frascos minúsculos e lindos com formatos exóticos… Gotas milagrosas, tesouros aromáticos, caros e raros, encomendados por reis e rainhas de reinos distantes… Especiarias do oriente, elixires, ungüentos, infusões de ervas, perfumes inebriantes fabricados por perfumistas alquimistas.

Esse universo realmente me encanta e sempre encantou, desde pequena.

Mas gente grande não se contenta com contos de fadas, e vem uma vontade incontrolável de investigar, pesquisar, testar, comprovar para então aprovar!

E é isso que tenho feito ao longo da vida. Venho farejando verdades, e tentando resgatar e transmitir a quem se interessar um tesouro quase esquecido no tempo.

O uso de plantas aromáticas com propósitos terapêuticos e curadores é tão antigo quanto a própria vida humana. Desde os primeiros registros da história, aproximadamente 5000 a.C. temos evidências comprovadas do uso das plantas aromáticas para cura. Óleos, bálsamos, resinas, vinagres aromáticos, constam de registros históricos de lugares como Egito, China, Índia, França, Inglaterra, nos mais diversos tempos.

Aromaterapia é arte e ciência. O termo foi cunhado somente no séc. XX, quando começaram os estudos científicos desta arte, e a comprovação de suas propriedades.

É o estudo da arte de combinar e usar os óleos essenciais para a cura e o equilíbrio do organismo.

Toda planta aromática tem e produz óleo essencial, uma substância oleosa e/ou resinosa formada por moléculas voláteis que se dispersam no ambiente e perfumam o ar. Chama-se essencial, por ser realmente essencial para a manutenção dos processos vitais da planta. É uma mistura de centenas de componentes químicos, que reagem fisiológica, farmacológica e psicologicamente nos organismos vivos, matando bactérias e vírus, fortalecendo e equilibrando todos os sistemas físicos, energéticos, emocionais e mentais.

Na antiguidade, o homem descobriu um jeito de capturar esses maravilhosos aromas atravéz da destilação a vapor da planta, colocando-os em vidrinhos e podendo assim se beneficiar das suas propriedades curativas. Desde então, o processo de obtenção dos óleos essenciais é o mesmo até os dias atuais, mudando somente o tipo, tamanho e material de que são feitos os destiladores. Cada planta exige um tempo determinado e temperaturas certas de destilação para que suas moléculas não sejam danificadas e para garantir a extração total dos compostos químicos. Daí se diferencia a qualidade de um óleo essencial e sua eficácia para o tratamento terapêutico.

Hoje em dia, infelizmente, temos muitos produtos adulterados e incompletos quimicamente no mercado, e por isso é extremamente importante conhecer a procedência de um produto e sua pureza e autenticidade, para que este possa ser usado como medicamento.

Não há quem não se delicie com os verdadeiros aromas da natureza. São muitas as possibilidades deste encantador universo. Permita-se o encontro com essas verdadeiras essências… Permita-se o encontro com a sua verdadeira essência!

Mariana Ribeiro

Aromaterapeuta