Maior evento náutico da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week de 2012 promete ser uma das mais empolgantes e técnicas das 38 edições disputadas até agora. Dias antes de começar os Jogos de Londres, os amantes da modalidade poderão ver de perto atletas e árbitros que fizeram a história da modalidade e contribuem para deixar o País como potência na vela. O evento terá 150 barcos do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai e mais de 1.400 velejadores. As regatas começam no dia 8 de julho com a Eldorado Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil, Ilha de Toque-Toque por Boreste e a Renato Frankenthal – HPE 25.

 

A maioria das classes convidadas foram desenvolvidas ou fabricadas no Brasil, como S40, HPE e a mais recente C30. O evento terá a BRA-RGS, categoria com mais veleiros na água e a ORC, conceituada mundialmente e famosa por ser dos barcos grandes. O maior campeão olímpico do País, Torben Grael, será um dos destaques no Yacht Club de Ilhabela (YCI)  com o veleiro Magia na S40. “Como todos os barcos são iguais na nossa classe, a tendência é ter muito equilíbrio em Ilhabela. Treinos e entrosamento levam a um bom desempenho”.

 

Todas as tripulações investem em equipamentos e treinos para conquistar a competição.  Algumas, como o Relaxa Next, que corre na HPE, foram mais além contratando especialistas para as regatas. O barco terá Maurício Santa Cruz, velejador bicampeão pan-americano.

 

“É uma classe nova pra mim. Mais um desafio na minha carreira. Aprendo muito com o barco, conhecendo os ângulos e velocidade.  Estou supercontente  com as primeiras regatas, bastante disputadas na categoria”, diz Maurício Santa Cruz, que tem o objetivo de levar a equipe de Roberto Mangabeira ao título brasileiro, que será disputado em setembro, no Iate Clube do Rio de Janeiro e, principalmente, à Rolex.

 

Filha de Eduardo Penido, primeiro campeão olímpico da vela nacional em Moscou/80, Kyra Penido será a navegadora do Carioca, na classe S40. Função importante e especial, já que a atleta terá um iPad para passar as principais informações aos integrantes. “O computador é capaz de prever quantos segundos você está adiantado ou atrasado em relação a linha de largada. Depois, eu passo ao tático qual é o bordo longo e o tempo dos laylines, falo ao timoneiro a velocidade ideal para o vento. Além disso, comunico à tripulação quanto tempo falta para a manobra, assim todos podem se preparar para o que estar por vir, principalmente no vento em popa quando nós não enxergamos as boias. Velejar de Soto40 é uma mistura de Oceano com Monotipo, não só por não haver o tempo corrigido, mas pela agilidade e emoção do barco. O barco plana muito rápido e o peso da tripulação é fundamental, é possível sentir e eu até vejo no software que a performance do barco sobe muito quando todos se esforçam na borda”, explica Kyra Penido.

 

Juízes – A organização escalou especialistas do Brasil, Argentina, Uruguai e Espanha na água para julgar protestos em tempo real. Serão 10 juízes de nível internacional chefiados pelo gaúcho Nelson Ilha, que já atuou em três Jogos Pan-Americanos e vai para sua quarta Olimpíada, além de integrar o quadro oficial da ISAF.

 

“O grupo de árbitros acompanhará as regatas de perto e julgará os pedidos de protesto na hora, não havendo casos para serem resolvidos em terra. Isso agiliza à competição”, conta Cuca Sodré, presidente da Comissão de Regatas da Rolex Ilhabela Sailing Week. As classes HPE25, C30 e S40, que são one-design, terão julgamento com umpires. Já as que precisam de rating, como ORC e RGS seguem com o mesmo processo, ou seja, o julgamento dos protestos após as regatas, em terra.

 

A caminho de sua quinta Olimpíada, Nelson Ilha considera a Rolex Ilhabela Sailing Week uma das competições mais  importantes da vela oceânica. “Quanto a qualificação dos árbitros, sempre é importante ter profissionais nas raias, mais ainda em Ilhabela que é o melhor evento da América do Sul. O fato de termos juízes com experiência olímpica, dá credibilidade às regatas. Os juízes mais experientes ajudam os nacionais a ganhar know how”.

Programação da Rolex Ilhabela Sailing Week:

 

5/7 – 10h às 22h – Inscrições no YCI

6/7 – 9h às 23h – Inscrições no YCI

7/7 – 9h às 23h – Inscrições no YCI

           20h – Abertura oficial      

8/7 – 9h30 – Regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil (S-40, C-30, ORC 500-600-650 e BRA-RGS A – B Cruiser)

           9h45 – Regata Renato Frankenthal (HPE)

           10h – Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (ORC 700, BRA-RGS C e M 24,5)

9/7 – Dia livre

 

10/7 – 12h – Regatas para todas as classes

             18h –  Premiações Fita-Azul

 

11/7 – 12h – Regatas de percurso médio para todas as classes

             17h30 –  Confraternização

 

12/7 – 12h – Regatas para todas as classes

             17h –  Confraternização

 

13/7 – 12h – Regatas para todas as classes

             17h –  Confraternização

             19h – Premiação do Campeonato Sul-Americano S 40 e ORC

             19h –  Premiação do Campeonato Brasileiro e Campeonato das Classes RGS, C30 e M24,5

 

14/7 – 12h – Regatas para todas as classes

             17h –  Confraternização

             19h30 – Primeira Premiação dos vencedores da Rolex  Ilhabela Sailing Week

             21h – Segunda Premiação dos vencedores da Rolex  Ilhabela Sailing Week

 

Meio-ambiente – a Rolex Ilhabela Sailing Week, apoiará, mais uma vez, as causas sócio-ambientais na 39ª edição, que será disputada de 7 a 14 de julho. Além de reciclar todo lixo do evento, usar adesivos biodegradáveis e orientar velejadores sobre o destino dos resíduos no Yacht Club de Ilhabela (YCI), o maior evento náutico da América Latina será importante ponto para assinatura da Petição Pública da ONG VIVAMAR relacionada à preservação e criação do Parque Nacional Marinho de Alcatrazes. O processo está em tramitação em Brasília aguardando liberação do Governo Federal.

 

A ilha principal do arquipélago, que se parece com o Pão de Açúcar no meio do Atlântico Sul, faz parte do roteiro da competição, principalmente na regata de abertura, a Eldorado Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil, marcada para o dia 8 de julho. Antes da largada, todos os participantes poderão preencher o documento na entrada do YCI ou pelo site www.risw.com.br e ajudar a sensibilizar o Ministério do Meio Ambiente a agilizar o processo. 

 

“A área é visualmente fantástica e tem importância estratégica para o meio ambiente marinho. Nosso objetivo com esta petição é mostrar que a comunidade náutica e a população quer a criação do parque e liberação da visitação monitorada. Os velejadores podem apoiar essa causa e sensibilizar as autoridades, já que são quase as únicas testemunhas da beleza do arquipélago”, explica Júlio Cardoso, diretor de meio ambiente do YCI.

 

“Na nossa última expedição com apoio da Marinha e do ICMbio, por exemplo, encontramos três espécies diferentes de golfinhos e duas Baleias-de-Bryde. Além disso, a visibilidade da água era de incríveis 25 metros no entorno do arquipélago”, recorda em referência a expedição que saiu do clube com 20 barcos ocorrida em abril deste ano.

 

Barco doado pela Polícia Federal é destaque – Um barco que era usado para transporte de cocaína ganha um novo conceito em 2012 e apresenta uma função social nesta edição da Rolex Ilhabela Sailing Week. O Charlie Bravo, que corre na classe BRA-RGS Cruiser, agora é usado como veleiro-escola para formar cidadãos e velejadores na cidade mais voltada à vela no Brasil. Apreendida pela Polícia Federal na década passada, a embarcação atende 70 jovens a partir dos 15 anos, que descobrem o dia a dia da modalidade na prática, sempre monitorados por professores especializados.

Depois da apreensão, a embarcação foi repassada à Prefeitura de Ilhabela em 2010 para atender a projetos sociais. Os alunos da rede de ensino da cidade têm o primeiro contato com as manobras e, antes do batismo na água, conhecem o bê-a-bá da modalidade, como regras e dicas de segurança, entre outras.

O comandante do Charlie Bravo na competição será Marcos Cardial, coordenador de vela da Prefeitura de Ilhabela, que ajudará os futuros atletas no evento “Estamos a cada dia mais entrosados e esperamos fazer uma bela participação nesta que é a maior competição da América Latina, juntamente com nossos alunos da Escola Municipal de Vela de Ilhabela”, declara o comandante Marcos Cardial.

O veleiro-escola Charlie Bravo é um MB 45 e ainda precisa de alguns reparos. Apesar disso, a equipe está empolgada com a oportunidade de refazer a história do barco. “Oferecemos experiência para os jovens iniciantes na vela oceânica e ensinamos muitos valores. Uma das nossas exigências é que o aluno frequente a escola diariamente. Formamos cidadãos e pessoas qualificadas para atender a vela. Em Ilhabela temos, além do Yacht Club de Ilhabela, outros dois clubes e várias marinas, que podem gerar emprego à turma do Charlie Bravo”, conta Sérgio Roberto do Vale, diretor de esportes náuticos de Ilhabela e que faz parte da tripulação de regata.

No início do mês, o Charlie Bravo correu a segunda etapa da Copa Suzuki Jimny, chamada de Warm Up, ficando na quarta colocação na classificação geral.

Sócios – Os sócios Do YCI, além de prestigiar as regatas, ajudam os companheiros que levam os barcos a Ilhabela  vindos de outros países e estados. Além dos velejadores, o corpo associativo é eclético e envolve o sócio pescador, aquele do barco a motor e o social na Rolex Ilhabela Sailing Week, com espaços vips, degustações e muita diversão para as crianças  

 

“A participação de nossos associados é de extrema importância para o clube. Todos têm condição de conseguir grandes resultados e ajudam a abrilhantar a grande festa náutica que é a Rolex Ilhabela Sailing Week, a maior da América Latina”, enfatiza José Nolasco, diretor de vela do YCI.

 

RGS – Os velejadores da classe RGS têm um motivo a mais para prestigiar a Rolex Ilhabela Sailig Week de 2012. Além de ser a maior regata da América Latina, o evento sediará, em paralelo, o Brasileiro da categoria, que tradicionalmente leva o maior número de barcos nas subdivisões A,B,C e Cruiser. A expectativa da organização é receber 60 veleiros da classe para a 39ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week.

 

A RGS é competitiva, graças à regra equalizada. O campeão será quem tiver o melhor aproveitamento nas quatro divisões. Embarcações de 21 a 53 pés correm juntas e em condições de igualdade na disputa pelo título. “A credibilidade atraiu a participação de velejadores técnicos e de forte expressão na vela oceânica. Esse expressivo aumento de barcos na raia levou as tripulações a se prepararem melhor, com treinamentos, participação de regatas e investimento em equipamentos. Isto se reflete no excelente nível técnico da BRA-RGS”, explica o presidente nacional da classe, Walter Becker.

 

Como foi em 2011 – A 38ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week reuniu 152 barcos e as regatas foram decididas nas últimas provas. Entre os barcos top, o chileno Pisco Sour foi o grande campeão da S40. “O gosto da vitória é espetacular. Temos uma tripulação fantástica, nosso tático fez um trabalho incrível, muito bom. Foi uma regata linda, com bons ventos”, afirma Pablo Despotin, comandante chileno.

 

A tripulação do Pisco Sour travou um duelo particular contra os argentinos do Patagonia desde a primeira regata. “O Patagonia fez um trabalho excelente e dificultou nossa vida. Boa parte da regata eles estiveram com o título na mão. Então o sabor de vencer fica ainda mais especial. Nossa intenção era terminar entre os três primeiros, então esse resultado é realmente especial”, comenta Despotin.

 

A equipe contou com a presença feminina de Bernardita Grez, que atuou como navegadora em sua primeira competição em águas brasileiras. “É muito bom ganhar aqui. A classe foi muito parelha desde o começo. A equipe toda está de parabéns e agradeço ao Pablo pelo convite”, diz.

 

O Mitsubishi/Gol, comandado por Marco Grael, com ajuda do pai Torben, foi o melhor brasileiro na terceira posição. Os chilenos do Mitsubishi / Acuario II (Horacio Pavez) e Macaco/Claro (Per Von Appen) terminaram em quarto e quinto lugares, mostrando a força dos vizinhos na classe. O Chile teve cinco barcos, o Brasil outros cinco e a Argentina dois.

 

Touché tentará o tricampeonato na ORC – O Touché, do comandante Ernesto Breda, agora é batizado  de Tomgape.  A equipe tentará o tricampeonato seguido da classe ORC geral em 2012. No ano passado, a competição  foi bastante disputada na raia de Ilhabela, como explica  Breda. “A disputa foi sensacional. Tivemos 34 barcos diferentes e chegamos nas últimas regatas muito próximos na pontuação. Tivemos de velejar focados o tempo inteiro, porque alguns segundos faziam diferença no resultado. Me deu um prazer enorme velejar esta semana em Ilhabela. Todos os dias tivemos vento sul fraco, condições que não nos favorecem, mas conseguimos superar com boas velejadas”.

 

Katana/Energia (Fábio Filippon) e Kiron (Leonardo Guillermo Cal) completaram os três melhores na ORC Geral. O Miragem, de Paulo Roberto Freire, chegou ao último dia com boa vantagem, mas mesmo assim venceu a regata final e faturou o título na ORC 600.

 

Na ORC 650 o Katana/Energia levou a melhor contra o Kíron e conquistou o título com 15 pontos perdidos – um a menos que o rival. O Rajada (Márcio Finamore) dominou a ORC 700 desde o início, venceu oito das nove regatas, e foi o campeão.

 

Jazz, Borimbora, Xiliki e Apoena foram os campeões da RGS – O Jazz, da comandante Valéria Ravani, foi o campeão na RGS-A após disputa equilibrada contra o Saravah (Pierre Joullié). O Borimbora (Ricardo Lebreiro) terminou campeão da RGS-B. O Xilik foi absoluto na RGS-C e venceu sem dar chance aos adversários. A tripulação de Renato Bosso levou seis de sete regatas e foi o campeão com seis pontos perdidos, contra 15 do Khasmin (Fábio Simas Jr.), segundo lugar.

 

Na classe RGS-Cruiser, o Apoena conseguiu manter uma regularidade desde o início e foi o campeão com 10 pontos. Walter Becker, presidente da classe RGS no Brasil elogiou o nível das disputas. “O nível técnico nas quatro divisões foi alto e equilibrado. Todos os participantes dos 71 veleiros estão de parabéns” afirma o comandante do Kanibal, nono lugar na RGS-B.

 

Resultados de 2011

 

S40 – 9 regatas (1 descarte)

1º – Pisco Sour (CHI-Pablo Despotin) – 23 (1+5+9+2+3+3+3+1+5)

2º – Patagonia (ARG-Norberto Alvarez) – 25 (2+1+2+4+7+1+5+8+3)

3º – Mitsubishi / Gol (Marco Grael) – 34 (10+2+5+1+2+9+4+5+6)

4º – Mitsubishi / Acuario II (CHI-Horacio Pavez) – 37 (4+3+1+9+6+10+2+11+2)

5º – Macaco (CHI-Per von Appen) – 40 (9+9+3+3+4+7+7+6+1)

6º – Crioula (Samuel Albrecht) – 40 (6+6+4+5+5+2+12+2+10)

 

HPE25 – 9 regatas (1 descarte) – final

1º – Atrevido (Fábio Bocciarelli) – 31 pontos perdidos (1+8+4+6+5+1+6+4+4)

2º – BSS (Marcelo Christiansen) – 35 (4+5+1+7+6+7+9+3+2)

3º – Atik (Martine Grael) – 39 (18+2+3+1+10+11+1+8+3)

4º – Oakley/Max (Anderson Biason) – 39 (7+4+7+8+1+3+4+15+5)

5º – Bond Girl (Rique Wanderley) – 43 (3+3+5+10+3+8+10+1+25)

6º – Bixiga (Pino Di Segni) – 50 (15+6+9+2+13+4+8+2+6)

 

ORC Geral – 9 regatas (1 descarte)

1º – Touché (Ernesto Breda) – 24 (1+1+11+15+5+1+1+1+3)

2º – Katana/Energia (Fábio Filippon) – 34 (10+35+2+1+3+13+2+2+1)

3º – Kiron (Leonardo Guillermo Cal) – 37 (12+6+1+2+1+10+8+7+2)

4º – San Chico 2/Gillette (Francisco Freitas) – 41 (7+7+3+6+2+5+10+6+5)

5º – Miragem (Paulo Roberto Freire) – 58 (11+5+10+21+16+2+3+4+4)

 

ORC 500 – 9 regatas (1 descarte)

1º – Touché (Ernesto Breda) – 8 (1+1+1+1+1+1+1+1+1)

2º – J Cabot Gaucho (ARG-Carlos Belchor) – 23 (2+3+3+5+2+6+2+4+2)

3º – Marujo’S (Gerald Wicks Jr.) – 27 (4+4+2+3+4+5+4+2+3)

4º – Seu Tatá (Paulo Cesar Haddad) – 31 (5+5+6+4+3+2+5+3+4)

5º – Humildad Zero (ARG-Daniel Figueirido) – 35 (6+2+5+8+5+3+3+5+6)

 

ORC 600 – 9 regatas (1 descarte)

1º – Miragem (Paulo Roberto Freire) 27 (6+3+6+13+7+1+1+2+1)

2º – Mad Max (ARG-Julian Somodi) – 35 (2+8+3+4+1+10+7+3+7)

3º – Lucky (Renan de Carvalho) – 37 (3+1+7+9+3+7+4+8+4)

4º – Absoluto (Renato Monteiro) – 37 (5+7+1+3+5+6+8+4+6)

5º – Matrero (ARG-Turíbio de Archaval) – 37 (4+5+4+2+9+8+3+6+5)

 

ORC 650 – 9 regatas (1 descarte)

1º – Katana/Energia (Fábio Filippon) – 15 ((2+8+2+1+3+4+1+1+1)

2º – Kíron (Leonardo Guillermo Cal) – 16 (3+2+1+2+1+2+4+3+2)

3º – San Chico 2/Gillette (Francisco Freitas) – 19 (1+3+3+4+2+1+5+2+3)

4º – Samurai Ni (Marins Alves de Camargo Neto) – 28 (4+1+4+5+5+3+3+4+4)

5º – Orson Serelocco (Fábio Faccio) – 42 (8+5+5+3+6+7+6+5+5)

 

ORC 700 – 9 regatas (1 descarte)

1º – Rajada (Márcio Finamore) – 8 (1+1+7+1+1+1+1+1+1)

2º – Alegria (Ricardo Ramalho) – 22 (3+3+1+3+2+3+4+3+5)

3º – Angra (Escola Naval) – 23 (4+2+2+5+4+2+3+2+4)

4º – Cação (Escola Naval) – 24 (5+4+3+2+3+4+2+4+2)

5º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 37 (6+5+4+4+5+5+6+5+3)

 

RGS-A – 7 regatas (1 descarte)

1º – Jazz (Valéria Ravani) – 10 (16+1+1+2+3+1+2)

2º – Saravah (Pierre Joullié) – 16 (1+3+7+3+2+2+5)

3º – Fram (Felipe Aidar) – 23 (16+5+5+1+7+4+1)

4º – Jylic-II  (Martin Bonato) – 24 (2+4+4+6+5+5+4)

5º – Maria Preta (José Roberto Barretti) – 25 (16+8+6+4+1+3+3)

 

RGS-B – 7 regatas (1 descarte)

1º – Borimbora (Ricardo Lebreiro) – 14 (3+5+2+2+3+2+2)

2º – Alísios (Fábio Santarosa) – 16 (23+2+1+4+1+3+5)

3º – BL3/Dominicci (Clauberto Andrade) – 23 (23+1+3+1+7+4+7)

4º – Anequim (Paulo de Moura) – 26 (1+6+6+8+2+5+6)

5º – Nomad (Mauro Dottori) – 29 (6+9+4+3+6+7+3)

 

RGS-C – 7 regatas (1 descarte)

1º – Xiliki (Renato Bosso) – 6 (1+1+18+1+1+1+1)

2º – Khamsin (Fábio Simas Jr.) – 15 (2+2+2+4+3+2+4)

3º – Ariel (Luis Henrique Pimenta) – 19 (4+3+3+6+2+5+2)

4º – Mister Zé (Ciro Engracia de Oliveira) – 20 (6+4+1+3+4+3+5)

5º – Santeria (Rodrigo Martins) – 30 (3+8+5+2+7+6+7)

 

RGS-Cruiser – 7 regatas (1 descarte)

1º – Apoena (Marcos de Oliveira César) – 10 (15+1+1+1+1+4+2)

2º – Chrispin II (José Carlos Rodrigues) – 15 (15+4+3+4+2+1+1)

3º – Cocoon (Luiz Marcelo Caggiano) – 19 (15+2+5+3+3+3+3)

4º – Geronimo (André Diomelli) – 30 (15+3+2+2+4+5+4)

5º – For Sale (Décio Goldfarb) – 36 (15+8+4+8+7+2+7)

 

Beneteau 40.7 (8 regatas – 1 descarte)

1º – Absoluto – 10 (2+1+1+1+1+3+2+2+)

2º – Zeus (Inácio Vandressen) – 15 (1+6+2+4+2+2+3+1+)

3º – Marlin (Gabriel Marchesi) – 18 (4+2+3+2+3+4+1+3)

4º – Dourado (Escola Naval) – 27 (5+3+6+3+5+1+5+5)

5º – Bijupirá (Escola Naval) – 29 (3+4+6+5+4+5+4+4)

 

Skipper 21 (8 regatas – 1 descarte)

1º – Rajada (Márcio Finamore) – 8 (1+1+6+1+1+1+1+2)

2º – Semp Toshiba / Marinha do Brasil (Juliana Senfft) – 12 (2+2+1+2+2+2+2+1)

3º – Alegria (Ricardo Ramalho) – 25 (3+4+2+4+3+4+5+5)

4º – Angra (Escola Naval) – 26 (5+3+3+5+5+3+4+3)

5º – Cação (Escola Naval) – 27 (4+5+4+3+4+5+3+4)

 

 

A mais veloz das classes – A classe S40 agita a Rolex Ilhabela Sailing Week, pelo terceiro ano consecutivo. Idealizada no Yacht Club de Ilhabela e produzida pelo estaleiro MBoats na Argentina, o projeto de Javier Soto Acebal caiu no gosto dos profissionais da vela por ser um barco moderno e rápido. A classe one design (barcos iguais) reúne nomes de peso como Torben Grael (Mitsubishi Energisa), Eduardo Souza Ramos (Pajero), Eduardo Plass (Crioula) e Roberto Martins (Carioca). “A classe S40 é profissional. Prova disso é que em todos os barcos temos velejadores de alto nível”, ressalta Samuel Albrecht, tático do Crioula.

Eduardo Souza Ramos é o mentor do projeto, que foi bem aceito na América do Sul com barcos do Chile, Uruguai e Argentina.  São mais de 20 veleiros em ação no Continente. O S40 tem 12,3 m de comprimento, 3,75 m de boca, 2,60 m de calado, e desloca apenas 4.200 quilos. “O Brasil precisava de uma categoria de oceano. Foi difícil criar essa mentalidade entre os velejadores. Começamos com barcos menores e mais baratos no HPE e agora a batalha é no S40. O objetivo é consolidar, definitivamente, a classe no Brasil”, explica Souza Ramos.

Um dos confirmados para a competição é chileno  Apolonia, do comandante Jaime Charad.